quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Fósseis e tipos de fossilização

Fósseis, são restos ou vestígios de seres vivos que viveram em tempos geológicos, que não o nosso e que são contemporâneos da rocha que os contém. Designam-se somatofósseis, quando nos referimos ao próprio ser vivo ou às suas partes e icnofósseis, quando nos referimos a marcas ou vestígios da sua atividade (pegadas, rastos, ovos...).
O processo natural de um fóssil é denominado fossilização 

A fossilização é um processo extremamente lento e complexo, chegando a durar milhares de anos. Trata-se, ainda, de um mecanismo raro, uma vez que, para ocorrer, são necessárias condições extremamente favoráveis à conservação do vestígio deixado pelo organismo:
  • É preciso haver um soterramento rápido do corpo do ser vivo, caso contrário, ele será rapidamente degradado por microrganismos decompositores (bactérias e fungos). Esses restos são cobertos por areia, argila, e outros sedimentos.
  • Só podem ser fossilizados os organismos que possuem partes rígidas, como ossos, dentes, troncos, carapaças e conchas, que são as partes que menos sofrem decomposição.
  • O tipo de sedimento que submerge o organismo deve ser fino (como o silte e a argila), pois os sedimentos mais grossos podem ser erodidos com o movimento das águas, além de decompor a matéria orgânica.
  • O meio onde ser forma um fóssil, para uma melhor conservação, deve ser desprovido de oxigénio (anaeróbio), já que a oxidação contribui muito para a degradação orgânica. O clima deve ser frio, pois a ação dos microrganismos decompositores diminui muito em temperaturas baixas.
Existem diferentes tipos de fossilização:
  • Moldagem – consiste num tipo de fossilização em que os restos soterrados do ser vivo, após deixarem a sua forma gravada na rocha, são completamente degradados (até mesmo as partes mais duras desaparecem).

  • Contramoldagem – ocorre quando a lacuna deixada no molde é preenchida por minerais, que se solidificam constituindo uma cópia, em rocha, do ser vivo original. Logo, a ocorrência de um processo de contramoldagem depende obrigatoriamente do processo de moldagem.

  • Mumificação/conservação  – tipo de fossilização mais raro, em que há a preservação de parte ou de todo o organismo. Esse corpo pode ser congelado, desidratado ou solidificado por meio de substâncias impermeáveis. Dessa forma, podem ser preservadas ilesas algumas partes como, órgãos, pele e até sua última refeição.

  • Mineralização– nesse tipo de fossilização, as substâncias orgânicas do corpo do organismo soterrado são substituídas por minerais presentes no meio ou trazidos pela água (como a sílica, por exemplo). Através deste processo, são fossilizadas as partes duras (ossos, dentes, unhas), ramos e troncos de plantas, entre outros.

  • Impressão – tipo de fossilização em que somente são preservados os vestígios deixados pelo organismo, como por exemplo,  pegadas, rastos, tocas ou marcas que um ser vivo deixou sobre um terreno mole, que, com o passar do tempo, se transformou em rocha.



Reflexão: A fossilização é um processo importante, pois através dela podemos descobrir vários seres vivos,
ou partes deles, que existiram no passado e perceber o tempo ou a era em que viveram.



sábado, 17 de janeiro de 2015

             No âmbito da disciplina de Geologia, foi-nos proposto a realização de um trabalho sobre a Era Cenozóico, mais propriamente o período Paleogénico e o período Neogénico, o Pré-Câmbrico e as Glaciações.





Reflexão : 

                Depois da elaboração deste nosso trabalho, achamos por bem coloca-lo no nosso e-portefólio, pois pensamos que é do interesse de todos. Foi um trabalho que nos agradou bastante fazê-lo, por isso esperamos que gostem .

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Rocha granítica no meio do oceano pode ser sinal da 'Atlântida brasileira'


http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,rocha-granitica-no-meio-do-oceano-pode-ser-sinal-de-atlantida-brasileira,1029105

A Erosão e seus agentes


Erosão é o conjunto de processos que promovem a retirada e transporte do material produzido pelo intemperismo, ocasionando o desgaste do relevo. Seus principais agentes são a água, o vento e o gelo.
O material transportado recebe o nome de sedimento e vai dar origem aos depósitos sedimentares que, através da diagênese, transformam-se em rochas sedimentares. Chama-se de diagênese um conjunto de transformações que, em resumo, consistem em compactação e cimentação dos sedimentos, dando-lhes a consistência de uma rocha.
A erosão é importante por ser responsável pela perda anual de milhões de toneladas de solo fértil, devida principalmente a práticas equivocadas de ocupação e manejo do solo. Essa perda é praticamente irrecuperável, pois exige muito tempo para ser realizada.

A erosão pode ser de vários tipos, conforme o agente que atua:

--> Erosão pluvial
É aquela provocada pela água das chuvas. Como foi dito, a água é um dos principais agentes erosivos. Sua ação é lenta, mas pode ser acelerada quando ela encontra o solo desprovido de vegetação, como nas áreas desmatadas.




Erosão pluvial Ravinas no vulcão Bromo, ilha de Java Fonte: G1

Erosão marinha (abrasão)

A água do mar provoca erosão através da ação das ondas, das correntes marítimas, das marés e das correntes de turbidez. Seu trabalho é reforçado pela presença de areia e silte em suspensão. A cidade de Olinda, em Pernambuco, é um local em que a erosão marinha tem agido de modo preocupante, com o mar avançando sobre a cidade.




Erosão marinha La Portada, Chile Fonte: wikipedia commons


--> Erosão antrópica
É a erosão causada pela ação do ser humano. Em geral não tem grande influência, por que sua ação é de duração muito curta, Mas, nossa capacidade de remover grandes massas de terra ou de rocha é cada vez maior e a erosão antrópica tende a ser cada vez mais significativa.

--> Erosão eólica


É aquela decorrente da ação do vento. Ocorre em regiões áridas e secas, onde existe areia solta, capaz de ser transportada pelo vento, que a joga contra as rochas, desgastando-as e dando origem, muitas vezes, a formas bizarras, como se vê na figura abaixo:

Açores: Sismo de «magnitude moderada» não foi sentido pela população

   Um sismo de «magnitude moderada» na Crista Média Atlântica, com epicentro a cerca de 150 quilómetros a sul da ilha das Flores (Açores), foi registado pela rede do Sistema de Vigilância Sismológica dos Açores, mas sem ser sentido pela população.

   «A rede sísmica do SIVISA registou às 8:00 (locais), um sismo de magnitude 5, com epicentro a cerca de 150 quilómetros a sul da ilha das Flores», explicou João Luís Gaspar, do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) da Universidade dos Açores.


   O especialista referiu que se trata de um sismo que se insere na actividade sísmica «normal» da Crista Média Atlântica, uma grande linha de fractura que atravessa a região doa Açores com direção aproximada Norte/Sul e que passa sensivelmente a meia distância entre as Flores e o Faial.

   O responsável acrescentou que, desde Setembro, a actividade sísmica tem aumentado na ilha de São Miguel.


Reflexão:
   As notícias sobre a actividade sísmica que marcam o arquipélago dos Açores estão mais frequentes desde o passado Setembro. Segundo o especialista, trata-se de um sismo que faz parte da actividade sísmica da Crista Média Atlântica, o que é bastante normal naquela região, mas esperamos que não tragam consequências para os habitantes desta região.  


Fonte:
-www.tsf.pt

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O país descobre o lugar da biomassa, calor em vez de eletricidade

É a maior fonte de energia renovável do país, mais do que a eólica. No passado, foi procurada sobretudo para a produção de electricidade, por causa dos subsídios à tarifa. No pós-troika, sinais de mudança aparecem. Vendem-se mais equipamentos para aquecimento e exportam-se mais peletes. Portugal destronou a Rússia como quarto exportador europeu. 

No ano passado, o país exportou quase um milhão de toneladas de biomassa, sobretudo em “peletes” RUI GAUDÊNCIO

Uma Instituição Particular de Solidariedade Social na zona de Guimarães investiu recentemente numa caldeira a biomassa. Tem água quente o ano inteiro para a cozinha, para a lavagem de roupa, para a higiene e para o aquecimento no Inverno e também uma factura 30% mais baixa. Muito antes, no Redondo, uma escola substituiu a caldeira a gasóleo por uma de biomassa. As hastes das vinhas que rodeavam a escola serviram como combustível, durante vários anos. Um dia, a escola fechou, os alunos foram para uma nova com gás natural e ar condicionado. Foi assim crescendo o número de escolas às quais faltou depois verba para pagar o aquecimento e cujos alunos não tiveram outro remédio senão ter aulas de luvas calçadas. 
Os casos narrados pela presidente do Centro da Biomassa para a Energia (CBE), Piedade Roberto, ao PÚBLICO ilustram a incoerência com que o país tem lidado com a sua maior fonte de energia renovável. Em 2012, a biomassa representou 13% da energia primária consumida e 6,6% da energia final - pronta a ser usada pelo consumidor -, embora este valor não inclua a biomassa transformada em calor nem em electricidade. Em termos de contributo do conjunto das fontes de energia renovável na energia primária, mais de metade (55%) tem origem na biomassa, dizem os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). É mais do que a soma da hidroelectricidade, eólica e do fotovoltaico. Apesar do lugar discreto da biomassa no ranking mediático e político, quem segue o sector e quem faz da biomassa uma actividade industrial trata-a por “ouro” e por “futuro”, especialmente a de origem florestal e agrícola. 
O país ainda não tem ainda a certeza da quantidade de biomassa florestal sólida e de base agrícola que tem disponível. Há, diz Piedade Roberto, “um chamado número mágico”, que vem do “tempo em que se perspectivava a sua utilização para produzir energia eléctrica” apenas, as chamadas centrais de biomassa dedicada. O tal número: 2,2 milhões de toneladas. O CBE tem a certeza de que é superior, dando voz ao que o sector defende. “Os números de consumo e produção pecam sempre por defeito”, devido ao âmbito muito local de utilização da biomassa e que escapa, por isso, às estatísticas.
O Centro planeia fazer um estudo sobre a “verdade do número” para a Direcção-Geral de Energia e Geologia nos próximos meses. Já não é a electricidade que marca o ritmo, mas também a capacidade da biomassa produzir calor, “a preços muito mais baixos”. E não será apenas do que a floresta dá, mas também do que as vindimas e a apanha da azeitona deixam em hastes e bagaço.

Ciclo de Wilson

O Ciclo de Wilson esta relacionado com  a formação, o desenvolvimento e o fechamento de um oceano relacionado com a tectónicas e placas.



Fases do Ciclo de Wilson: 

O ciclo tem início com a formação de um oceano a partir de um rifte em crosta continental sobre um ponto quente mantélico (hot spot). Segue-se a expansão desse oceano com a deriva das massas continentais antes e ligadas e agora separadas pelo rifte amento. Ocorre a mudança  do processo de afastamento para a aproximação de massas continentais e ao mesmo tempo ocorre subducção da crosta oceânica,  desenvolvimento de arcos de ilha ou em cadeias montanhosas (orogénese). A finalização do ciclo ocorre o fechamento do oceano, sucedido de colisão continental.