segunda-feira, 16 de março de 2015

A glaciação na Serra da Estrela

     Os glaciares da Serra da Estrela deixaram diversos depósitos sedimentares que caracterizam toda a paisagem do maciço e tornam inequívoca a existência da própria glaciação. Formações geológicas típicas associadas à morfogénese glaciária parecem estar na base de alterações nas condições ecológicas, que se reflectem na flora e na vegetação, nomeadamente ao nível de variações no declive; orientação das vertentes ao sol e aos ventos; existência ou não de rególitos e de depósitos sedimentares.


Vale em "U" do Zêzere


Moreias
Reflexão:
     Nesta noticia fala de uma região que é mais próxima de nós e apresenta os sinais de glaciação em toda a sua área. 

Glaciares

     Para um geólogo, um bloco de gelo é uma rocha, uma massa de grãos cristalinos do mineral gelo. Tal como a maioria das rochas, o gelo é duro mas é muito menos denso do que a maioria das rochas. A rocha é formada à medida que os flocos de neve espaçados sofrem diagénese e recristalizam numa massa sólida. 
A característica incomum do gelo enquanto mineral é a sua temperatura de fusão extremamente baixa, centenas de graus abaixo das temperaturas às quais a maioria dos minerais se liquefaz.

     Os glaciares são massas de gelo em terra firme que apresentam provas de movimento actual ou antigo. Dividimos os glaciares com base no tamanho e na forma em dois tipos básicos: os glaciares de vale ou alpinos e os glaciares continentais ou inlandsis. 

     Os glaciares de vale ou glaciares alpinos são rios de gelo que se formam nas partes mais altas das cordilheiras montanhosas onde a neve se acumula, geralmente em vales pré-existentes, fluindo ao longo dos mesmos. A maioria destes glaciares ocupa a largura total do vale e pode afundar a sua base rochosa sob centenas de metros de gelo.

Fonte: geologia12.blogs.sapo.pt         


     Os glaciares continentais são muito maiores do que os glaciares de vale que são constituídos por um manto de gelo extremamente lento, daí também o seu outro nome de inlandsis. Os maiores inlandsis actualmente são os que cobrem grande parte da Gronelândia e da Antárctida. O gelo glaciar da Gronelândia e da Antárctida não se encontra confinado aos vales de montanha, mas cobre praticamente toda a sua superfície sólida.
Fonte: fisica2100forumeiros.com        


Reflexão:

     No âmbito da disciplina de Geologia e do estudo dos glaciares, achamos por bem colaborar com os leitores do nosso blog esta informação que nos agrada particularmente. De facto, os glaciares são enormes massas de gelo maravilhosamente espantosas. Têm um grande poder erosivo e transformam por completo qualquer paisagem.

Fontes:
- geodinamica.no.sapo.pt        

Cartas Topográficas: O que são?



     Carta topográfica é a representação, em escala, sobre um plano dos acidentes naturais e artificiais da superfície terrestre de forma mensurável, mostrando as suas posições planimétricas e altimétricas. A posição altimétrica ou relevo é normalmente determinada por curvas de nível, com as cotas referidas ao nível do mar.
    Assim, carta topográfica é o documento que representa, de forma sistemática, geralmente em escalas entre 1:100.000 e 1:25.000, a superfície terrestre por meio de projeções cartográficas.
     Cartas topográficas não são mapas, embora tenham com esses muitas semelhanças. Ao contrário dos mapas, que representam certas porções bem definidas do espaço terrestre, como cidades, estados, mares, países, cujos limites são físicos ou políticos; os limites de uma carta topográfica são matemáticos, geralmente meridianos e paralelos.
É elaborada a partir de aerofotogrametria. Acidentes naturais e artificiais onde elementos planimetricos(obra) e altimetricos(relevo) são geometricamente bem representados.



Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_topogr%C3%A1fica


Construção de perfis topográficos e cortes geológicos

Carta geológica


Na carta geológica, sendo uma representação bidimensional, podemos localizar com facilidade a existência de dobras, falhas, cavalgamentos; contudo, não temos uma imagem precisa do que existe em profundidade.





A construção de cortes geológicos é uma técnica que consiste na representação gráfica da secção de terrenos que são intersectados por um plano, geralmente vertical.
Para realizar um determinado corte geológico, é necessária, em primeiro lugar, a construção do perfil topográfico. Um perfil topográfico é uma representação bidimensional que permite visualizar o relevo ao longo de uma linha traçada sobre a carta, geralmente um segmento de recta.

Perfil geológico
Após a construção do perfil topográfico podemos realizar cortes geológicos segundo a mesma linha recta traçada sobre a carta . A realização de um corte geológico permite visualizar a disposição e a relação entre as diferentes litologias que se encontram em profundidade.

 
Construção do corte geológico

No final, estabelecem-se os encontros de limites e correlacionam-se as várias camadas, para obter um resultado coerente com a representação cartográfica observada e analisada no map
a.


Reflexão: a realização de cortes e perfis geológicos é um método fácil de usar e que ajuda na construção de cartas geológicas.

Fonte: http://geoexploracao.blogspot.pt/2012/02/contrucao-de-perfis-topograficos-e.html

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Fóssil de cobra Portuguesa é dos mais antigos do mundo

Perto de uma mina em Leiria no ano de 1970 foi encontrada uma cobra. Este fóssil viajou para a Alemanha e regressou a Portugal em 2008, e desde aí é estudada por uma equipa de um paleontólogo canadiano.
Esta equipa colocou a cobra na lista de fósseis mais antigos que conhece.
A zona onde a cobra foi encontrada tem o nome de "mina de Guimarota" onde antigamente era um pântano! Tinha um ambiente subtropical a vegetação exuberante. Havia coníferas e fetos.
Era a maior de 4 cobras descritas no artigo "Nature Communications", estimando-se que tivesse 1,2 metros de comprimento, segundo a agência Reuters.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Fósseis e tipos de fossilização

Fósseis, são restos ou vestígios de seres vivos que viveram em tempos geológicos, que não o nosso e que são contemporâneos da rocha que os contém. Designam-se somatofósseis, quando nos referimos ao próprio ser vivo ou às suas partes e icnofósseis, quando nos referimos a marcas ou vestígios da sua atividade (pegadas, rastos, ovos...).
O processo natural de um fóssil é denominado fossilização 

A fossilização é um processo extremamente lento e complexo, chegando a durar milhares de anos. Trata-se, ainda, de um mecanismo raro, uma vez que, para ocorrer, são necessárias condições extremamente favoráveis à conservação do vestígio deixado pelo organismo:
  • É preciso haver um soterramento rápido do corpo do ser vivo, caso contrário, ele será rapidamente degradado por microrganismos decompositores (bactérias e fungos). Esses restos são cobertos por areia, argila, e outros sedimentos.
  • Só podem ser fossilizados os organismos que possuem partes rígidas, como ossos, dentes, troncos, carapaças e conchas, que são as partes que menos sofrem decomposição.
  • O tipo de sedimento que submerge o organismo deve ser fino (como o silte e a argila), pois os sedimentos mais grossos podem ser erodidos com o movimento das águas, além de decompor a matéria orgânica.
  • O meio onde ser forma um fóssil, para uma melhor conservação, deve ser desprovido de oxigénio (anaeróbio), já que a oxidação contribui muito para a degradação orgânica. O clima deve ser frio, pois a ação dos microrganismos decompositores diminui muito em temperaturas baixas.
Existem diferentes tipos de fossilização:
  • Moldagem – consiste num tipo de fossilização em que os restos soterrados do ser vivo, após deixarem a sua forma gravada na rocha, são completamente degradados (até mesmo as partes mais duras desaparecem).

  • Contramoldagem – ocorre quando a lacuna deixada no molde é preenchida por minerais, que se solidificam constituindo uma cópia, em rocha, do ser vivo original. Logo, a ocorrência de um processo de contramoldagem depende obrigatoriamente do processo de moldagem.

  • Mumificação/conservação  – tipo de fossilização mais raro, em que há a preservação de parte ou de todo o organismo. Esse corpo pode ser congelado, desidratado ou solidificado por meio de substâncias impermeáveis. Dessa forma, podem ser preservadas ilesas algumas partes como, órgãos, pele e até sua última refeição.

  • Mineralização– nesse tipo de fossilização, as substâncias orgânicas do corpo do organismo soterrado são substituídas por minerais presentes no meio ou trazidos pela água (como a sílica, por exemplo). Através deste processo, são fossilizadas as partes duras (ossos, dentes, unhas), ramos e troncos de plantas, entre outros.

  • Impressão – tipo de fossilização em que somente são preservados os vestígios deixados pelo organismo, como por exemplo,  pegadas, rastos, tocas ou marcas que um ser vivo deixou sobre um terreno mole, que, com o passar do tempo, se transformou em rocha.



Reflexão: A fossilização é um processo importante, pois através dela podemos descobrir vários seres vivos,
ou partes deles, que existiram no passado e perceber o tempo ou a era em que viveram.



sábado, 17 de janeiro de 2015

             No âmbito da disciplina de Geologia, foi-nos proposto a realização de um trabalho sobre a Era Cenozóico, mais propriamente o período Paleogénico e o período Neogénico, o Pré-Câmbrico e as Glaciações.





Reflexão : 

                Depois da elaboração deste nosso trabalho, achamos por bem coloca-lo no nosso e-portefólio, pois pensamos que é do interesse de todos. Foi um trabalho que nos agradou bastante fazê-lo, por isso esperamos que gostem .